sexta-feira, 7 de setembro de 2012

SEDENTARISMO
Quando não praticamos exercícios físicos e deixamos o sedentarismo tomar conta de nosso corpo, a capacidade de respiração profunda diminui e o sistema cardiovascular – coração e circulação do sangue para tecidos e órgãos, que tem a função de enviar oxigênio para o corpo e retirar o oxigênio usado na forma de dióxido de carbono, também deixam de funcionar adequadamente. Basta um pouco de esforço para ficar rapidamente cansado e sentir dificuldade até mesmo na execução das tarefas do dia a dia. Outros problemas comuns do sedentarismo são: obesidade, depressão e velhice precoce. conheça uns passos importantes para sair do sedentarismo:
- A primeira atitude é visitar seu médico e fazer um exame físico com detalhes para verificar os possiveis problemas de saúde.
- Com auxilio de um profissional de educação física, faça uma avaliação, partilhando com ele seus objetivos e necessidades, e então, trace uma conduta. É a partir desse diagnostico que se pode definir o plano de exercício adequado. Não comece com muita ansiedade vá de vagar, tentando tirar o atraso. Quando se pratica uma atividade física, é preciso respeitar os limites individuais de freqüência cardíaca, porque os resultados têm que acontecerem com conforto.
- É essencial manter a regularidade e se exercitar por 30 minutos pelo menos três vezes por semana. Nas atividades de foco, como a força muscular, caso o treino seja diário, será preciso dividir os grupos musculares para não sobre carregar. Não adianta dar o máximo em um dia, e nos próximos quatro dias não se exercitar. Esse tipo de comportamento pode ocasionar lesões musculares ou sobrecarregar as articulações. As caminhadas, podem ser feitas diariamente, mas não podem ser de alta intensidade.

Sedentarismo mata cerca 5 milhões de pessoas por ano no mundo

Um terço da população mundial adulta é fisicamente inativa e o sedentarismo mata cerca de cinco milhões de pessoas anualmente, segundo estudo de especialistas publicado nesta quarta-feira na revista de medicina britânica The Lancet.
De acordo com o trabalho, três a cada 10 indivíduos com mais de 15 anos - o que representa 1 bilhão e meio de pessoas no mundo - não seguem as recomendações de atividade física. O problema foi descrito pelos cientistas como uma "pandemia".
O quadro para os adolescentes é ainda mais preocupante. Quatro em cada cinco adolescentes com idades entre 13 e 15 anos não se exercitam o suficiente.
A inatividade física é descrita no estudo como a falta de exercícios moderados por uma duração de 30 minutos, cinco vezes por semana, e práticas mais rigorosas durante 20 minutos, três vezes por semana, ou até mesmo a combinação das duas coisas.
Os pesquisadores também comprovaram que o sedentarismo aumenta com a idade, é maior entre as mulheres e predomina em países ricos.
Um segundo estudo, comparando atividades físicas com estatísticas de incidência de doenças como diabetes, problemas cardíacos e câncer, mostrou que a falta de exercício é responsável por mais de 5,3 milhões das 57 milhões de mortes ocorridas em todo o mundo, em 2008.
O documento diz ainda que inatividade é um fator de risco comparável ao fumo e à obesidade.
De acordo com o estudo, a falta de exercício causa cerca de 6% das doenças coronarianas, 7% dos casos de diabetes tipo 2, que é a forma mais comum, e ainda 10% dos cânceres de cólon e mama.
Reduzir o sedentarismo em 10% pode eliminar mais de meio milhão de mortes a cada ano, segundo os especialistas, que acrescentam ainda que as estimativas são conservadoras.
O corpo humano precisa de exercícios para manter ossos, músculos, coração e outros órgãos com o funcionamento ideal. Mas as pessoas estão andando, correndo e pedalando cada vez menos e passando mais tempo em carros e na frente do computador.
Ao generalizar a atividade física, a expectativa de vida da população mundial poderia aumentar em 0,68 ano, quase como se todos os americanos obesos voltassem ao peso normal, acrescenta o estudo. Também estima-se que o tabaco mate 5 milhões de pessoas por ano.
De acordo com outro estudo realizado em 122 países e liderado pelo Dr. Pedro C. Hallal (Universidade de Pelotas, Brasil), um terço dos adultos e quatro adolescentes a cada cinco no mundo não praticam atividade física suficiente, o que aumenta de 20 a 30% o risco de ter doenças cardiovasculares, diabetes e alguns cânceres.
A maioria dos adultos inativos é encontrada em Malta (71%), Sérvia (68%), Reino Unido (63%), enquanto a Grécia e a Estônia estão em as nações que mais se movimentam, com apenas 16 e 17% respectivamente de pessoas inativas.
"Na maioria dos países, a inatividade aumenta com a idade e é maior entre mulheres do que entre os homens (34% contra 28%). A inatividade também aumenta em países de alta renda", acrescenta Dr. Hallal.
Sobre a questão de como convencer as pessoas a se movimentarem, nenhum estudo tem uma receita miraculosa. De acordo com Gregory Heath (University of Tennessee), que estudou diferentes tentativas entre 2001 e 2011, as medidas mais eficazes são as campanhas dos meios de comunicação e pequenas mensagens, como "subir de escada ao invés de elevador". Ele também cita o exemplo de clubes de caminhada, a criação de ciclovias ou a proibição pontual da circulação de carros nos centros das cidades.
Os esforços são particularmente necessários em países com renda baixa e média, onde as mudanças econômicas e sociais podem reduzir rapidamente a atividade física, até então relacionada com o trabalho e transporte, acrescenta Heath.